sábado, 27 de abril de 2013

O PASSAGEIRO DO TEMPO

                           O PASSAGEIRO DO TEMPO

 
 
Um viajante, esperando o trem em Vale do Cerrado lá em Minas Gerais, não resistindo a vontade de tomar um cafezinho, sai da plataforma - a estação não tinha bar - e se dirige até um estabelecimento fora da estação. Desses estabelecimentos que vendem um pouco de tudo, que em lugarejos fica apinhado de gente, e com uma música metida a sertaneja lascada bem alto.
Neste pequeno intervalo de tempo, nosso amigo viajante com seu cafezinho pelando de quente, assoprava o copinho de plástico que já lhe queimava a mão fina de escriturário. Conseguiu tomá-lo. Paga a moça do caixa e nem esperando o troco sai apressado para a estação.
- E o trem? Raios! Ainda não veio? Olha em volta, não vê ninguém além do chefe da estação!
Pergunta - já meio desconfiado - Chefe? O trem ainda... não veio...!? O chefe responde: - Há alguns segundos depois do segundo apito já partiu. Deve estar passando agora na ponte do Piapara. E conclui com um rizinho: - você não é mineiro, é? Nosso amigo não responde nada; era de Salto do Tietê - SP!
Nem quis saber nem lhe interessava onde era essa tal ponte do Piapara! Só sabia que tinha perdido o trem e o dinheiro da passagem.
Em questões de tempo a coisa funciona assim: O trem chega e se vai. E, leva os passageiros que subiram para os vagões. E sem o nosso amigo escriturário, com sua maleta na mão.
O trem passa ele fica. Os passageiros devem esperar o trem. Não o contrário.
Para onde, Valfredo, - esse era seu nome - deveria atinar? Ao horário oportuno e factual. Os atrasos são contingentes. Há lugares na vida, que não adianta querer parar o mundo e adaptá-lo a nós. Somos nós que temos que nos adaptar ao mundo em concreto. Não cabem hipóteses: virá já, ou daqui a pouco? Estabelecer as prioridades é preciso.
Matutava agora Valfredo: "Devemos amar mais a oportunidade do que a expectativa. E, perder o trem da vida é perder a singularidade do momento oportuno". Estava tomando o fato como lição.
Você perdeu a validade de sua passagem. Olhe para ela! Que horário ela tem, qual a data? Outra data e horário estão em outra dimensão de tempo e espaço, onde residem outros fatos, outras oportunidades e ocasiões.
A você, se acrescentou: perda de tempo, gasto, desgaste, insuflado ao seu subconsciente, que por sua vez já se terá modificado pelo envelhecimento e decurso de tempo com uma sinápse na sua mente para um agravo desnecessário à sua vida psíquica.
Por um quase nada, um cafezinho... - pensou Valfredo.
Perder a oportunidade é tornar tudo o que você vier a fazer no rastro da missão, intempestivo e inoportuno.
A mente de Valfredo, enquanto pensava no que iria fazer a seguir, desenrolava: " A oportunidade é única na abstração do pensamento ou na realidade das conseqüências concretas."
De um jeito ou de outro tem-se que creditar o prejuízo, seja ele suportável, contornável ou não.
Não perca o trem da vida Valfredo! As oportunidades, são como esse trem. Faça sua interação entre sujeito e objeto.
Hoje, as "baldeações" são cada vez mais rápidas. O "trem da história" foi substituído pelo "trem da eletrônica" Correm nos trilhos competitivos das "plataformas da Estação Internet". Que lugar é esse? Fica no (EPA) Estado Profissional da Atualização.Onde o povo atua no presente com os olhos no futuro, sem perdas de tempo.
Há um ditado que era muito usado pelos meus pais que diz o seguinte: "Não confie em capa furada em dias de chuva." Se usar vai ser o mesmo que nada! Atualize a indumentária, troque de capa, adaptando-se e atualizando os equipamentos para o enfrentamento das situações que se apresentarem, principalmente em sua área profissional e nas conotações periféricas. Não Perca seu Tempo, não perca o Trem.
Se é com a mente que vai trabalhar, salve informações atualizadas, percorra as leituras obrigatórias que denotam ao mundo, seus acontecimentos. Para ter em sua mente sempre uma leitura da sociedade global.
Temos que, como na sábia fábula da "Cigarra e a Formiga", fazer frente ao "inverno da formiga" em contraponto ao "cantar da cigarra". As siestas e cantigas são incompatíveis com as atuais formigas eletrônicas.
Enfim, também os livros que armazenam o conhecimento, fechados são meros objetos. O sujeito deve abri-lo para produzir a ação que gera a sabedoria, que vai atingir as metas.

A cigarra confiou na sua política e morreu bem antes do tempo.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O RETRATO DO SILÊNCIO




Mauro Martins Santos



De começo direi: - Nada substitui o trabalho do pensamento, análise, meditação e raciocínio. Sem interpretação e entendimento racional, não há aprendizado. Não se pode relegar a segundo plano o pensamento e em conseqü
ência, a ausência da aquisição do conhecimento, que só na paz de espírito e no silêncio, como a chama de uma vela se pode obter.


Não basta o silêncio de fora. Cessar o clamor da existência humana e seus desejos, o fervor das vidas desbravando e desafiando o mundo. É preciso silêncio na alma.
Lembro o recorte de meu pai contra o brilho da janela, com seu olhar perdido, olhando o espaço vazio, e as nuvens navegando o Tempo, desfiando as horas, ele repontando a vida a si mesmo. Cismando sobre a própria Criação.
Era – hoje eu sei – um sapateiro filósofo que aprendeu com a vida; um teólogo por seus constantes estudos da Palavra Sagrada e suas fervorosas orações. Era comum sua sapataria ser visitada pelo Padre Ângelo da paróquia de São Benedito, às vezes por "seu" Samuel e "seu" Cruz, da Igreja Presbiteriana, onde eram presbíteros, outras vezes por um casal inglês Testemunhas de Jeová: Richard e May, ele conversando com meu pai e May querendo aprender a cozinha brasileira com minha mãe. Isto mostrava seu conhecimento teológico onde todos queriam beber um pouco da fonte.
A gravura em minha mente é de um homem de pensamentos. Em que cismava meu pai?
Minha mãe às vezes era ferina sem querer, mas pisava seu íntimo inteligente, quando lhe dizia: - Nardo, você é um homem de “sete instrumentos e sete necessidades”. Finalizava com um risinho irônico. Ele só dizia para ela uma interjeição herdada de seus avós sulistas: - Bah! E continuava em silêncio por um bom pedaço de tempo.
Sempre disse para mim: - A vida não é equivalente ao que lhe damos, do que somos capazes, do que sabemos e do que fazemos!
Em que ele pensava? - Jamais saberemos ao certo.
Que pensava na existência isso o sabíamos.
Como escreveu Rubem Alves: - “E aí se faz o silêncio e dentro
a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.”
Eu comecei a ouvir o silêncio, aprendi com meu pai a ouvir a quietude das coisas. As falas viram palavras escritas, e o gênio da escrita é o silêncio. Aprendi a me refugiar no silêncio das palavras não faladas. Aprendi que, "quando quiseres orar tu vais para teu quarto (teu templo, uma catedral dentro de seu quarto), e lá no silêncio desse teu templo tu irás orar, em silêncio e em secreto, e vosso Pai que está em secreto te ouvirá.”
Os pássaros cantam seus variados cantos. Um grande estrondo os faz cessar. O barulho cessa o canto.
Fernando Pessoa conhecia a experiência e referiu-se a "algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras."
A música como o canto dos pássaros acontece no silêncio dos bosques, quanto mais profundos mais silenciosos. Mais linda melodia, cantos mais harmoniosos.
É preciso que todos os ruídos cessem.
No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, “A Catedral Submersa”, que Debussy musicou.
A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar...
Os poetas conhecem esta experiência. O contrário não produz poesia. Não se produz poesia em meio ao crepitar de uma guerra.
“Nosso olhar é submarino", escreveu T.S. Eliot:
“Olhamos para cima e vemos a luz que se fratura através de águas inquietas..."
No silêncio das profundezas se procura por si mesmo. No silêncio da meditação se busca no mais íntimo de nós as respostas às nossas mais sérias indagações.
Para mim, Deus é a beleza que se ouve no silêncio.
Não consigo, e sei que não peco - por que Deus me arquitetou assim – louvar, orar, meditar, dar graças, abençoar, em meio ao barulho, gritos, alaridos, falatórios exaltados de qualquer forma. Não se concatena poesia. E, toda oração e louvor é poesia.
O paraíso é silencioso. No Grande Jardim Inicial, Deus passeava todas as tardes. Ele o fez e o achou muito bom.
Deus amaria mais o mundo se os homens o transformassem num grande jardim para que em silêncio o louvássemos de alma e coração.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

09/04/2013 - 18:10:59


Nome:

Rubem Alves
Nascimento:
15/09/1933
Natural:
Boa Esperança - MG

Rubem Alves

"Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos
fragmentos de futuro em que a alegria é servida como
sacramento, para que as crianças aprendam que o
mundo pode ser diferente. Que a escola,
ela mesma, seja um fragmento do
futuro..."

Rubem Alves
nasceu no dia 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, sul de Minas Gerais, naquele tempo chamada de Dores da Boa Esperança. A cidade é conhecida pela serra imortalizada por Lamartine Babo e Francisco Alves na música "Serra da Boa Esperança".

A família mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1945, onde, apesar de matriculado em bom colégio, sofria com a chacota de seus colegas que não perdoavam seu sotaque mineiro. Buscou refúgio na religião, pois vivia solitário, sem amigos. Teve aulas de piano, mas não teve o mesmo desempenho de seu conterrâneo, Nelson Freire. Foi bem sucedido no estudo de teologia e iniciou sua carreira dentro de sua igreja como pastor em cidade do interior de Minas.

No período de 1953 a 1957 estudou Teologia no Seminário Presbiteriano de Campinas (SP), tendo se transferido para Lavras (MG), em 1958, onde exerce as funções de pastor naquela comunidade até 1963.

Casou-se em 1959 e teve três filhos: Sérgio (1959), Marcos (1962) e Raquel (1975). Foi ela sua musa inspiradora na feitura de contos infantis.

Em 1963 foi estudar em Nova York, retornando ao Brasil no mês de maio de 1964 com o título de Mestre em Teologia pelo Union Theological Seminary. Denunciado pelas autoridades da Igreja Presbiteriana como subversivo, em 1968, foi perseguido pelo regime militar. Abandonou a igreja presbiteriana e retornou com a família para os Estados Unidos, fugindo das ameaças que recebia. Lá, torna-se Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Princeton Theological Seminary.

Sua tese de doutoramento em teologia, “A Theology of Human Hope”, publicada em 1969 pela editora católica Corpus Books é, no seu entendimento, “um dos primeiros brotos daquilo que posteriormente recebeu o nome de Teoria da Libertação”.

De volta ao Brasil, por indicação do professor Paul Singer, conhecido economista, é contratado para dar aulas de Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (SP).

Em 1971, foi professor-visitante no Union Theological Seminary.

Em 1973, transferiu-se para a Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, como professor-adjunto na Faculdade de Educação.

No ano seguinte, 1974, ocupa o cargo de professor-titular de Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), na UNICAMP.

É nomeado professor-titular na Faculdade de Educação da UNICAMP e, em 1979, professor livre-docente no IFCH daquela universidade. Convidado pela "Nobel Fundation", profere conferência intitulada "The Quest for Peace".

Na Universidade Estadual de Campinas foi eleito representante dos professores titulares junto ao Conselho Universitário, no período de 1980 a 1985, Diretor da Assessoria de Relações Internacionais de 1985 a 1988 e Diretor da Assessoria Especial para Assuntos de Ensino de 1983 a 1985.

No início da década de 80 torna-se psicanalista pela Sociedade Paulista de Psicanálise.

Em 1988, foi professor-visitante na Universidade de Birmingham, Inglaterra. Posteriormente, a convite da "Rockefeller Fundation" fez "residência" no "Bellagio Study Center", Itália.

Na literatura e a poesia encontrou a alegria que o manteve vivo nas horas más por que passou. Admirador de Adélia Prado, Guimarães Rosa, Manoel de Barros, Octávio Paz, Saramago, Nietzsche, T. S. Eliot, Camus, Santo Agostinho, Borges e Fernando Pessoa, entre outros, tornou-se autor de inúmeros livros, é colaborador em diversos jornais e revistas com crônicas de grande sucesso, em especial entre os vestibulandos.

Afirma que é “psicanalista, embora heterodoxo”, pois nela reside o fato de que acredita que no mais profundo do inconsciente mora a beleza.

Após se aposentar tornou-se proprietário de um restaurante na cidade de Campinas, onde deu vazão a seu amor pela cozinha. No local eram também ministrados cursos sobre cinema, pintura e literatura, além de contar com um ótimo trio com música ao vivo, sempre contando com “canjas” de alunos da Faculdade de Música da UNICAMP.

O autor é membro da Academia Campinense de Letras, professor-emérito da Unicamp e cidadão-honorário de Campinas, onde recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura.
Bibliografia:

Crônicas

As contas de vidro e o fio de nylon, Editora Ars Poética (São Paulo)
Navegando, Editora Ars Poética (São Paulo)
Teologia do cotidiano, Editora Olho D'Água (São Paulo)
A festa de Maria, Editora Papirus (Campinas)
Cenas da vida, Editora Papirus (Campinas)
Concerto para corpo e alma, Editora Papirus (Campinas)
E aí? - Cartas aos adolescentes e a seus pais, Editora Papirus (Campinas)
O quarto do mistério, Editora Papirus (Campinas)
O retorno eterno, Editora Papirus (Campinas)
Sobre o tempo e a eterna idade, Editora Papirus (Campinas)
Tempus fugit, Editora Paulus (São Paulo)

Livros Infantis

A menina, a gaiola e a bicicleta, Editora Cia das Letrinhas (SP)
A boneca de pano, Edições Loyola (SP)
A loja de brinquedos, Edições Loyola (SP)
A menina e a pantera negra, Edições Loyola (SP)
A menina e o pássaro encantado, Edições Loyola (SP)
A pipa e a flor, Edições Loyola (SP)
A porquinha de rabo esticadinho, Edições Loyola (SP)
A toupeira que queria ver o cometa, Edições Loyola (SP)
Estórias de bichos, Edições Loyola (SP)
Lagartixas e dinossauros, Edições Loyola (SP)
O escorpião e a rã, Edições Loyola (SP)
O flautista mágico, Edições Loyola (SP)
O gambá que não sabia sorrir, Edições Loyola (SP)
O gato que gostava de cenouras, Edições Loyola (SP)
O país dos dedos gordos, Edições Loyola (SP)
A árvore e a aranha, Edições Paulus (SP)
A libélula e a tartaruga, Edições Paulus (SP)
A montanha encantada dos gansos selvagens, Edições Paulus (SP)
A operação de Lili, Edições Paulus (SP)
A planície e o abismo, Edições Paulus (SP)
A selva e o mar, Edições Paulus (SP)
A volta do pássaro encantado, Edições Paulus (SP)
Como nasceu a alegria, Edições Paulus (SP)
O medo da sementinha, Edições Paulus (SP)
Os Morangos, Edições Paulus (SP)
O passarinho engaiolado, Editora Papirus (Campinas)
Vuelve, Pájaro Encantado, Sansueta Ediciones SA (Madrid, España)

Filosofia da Ciência e da Educação

A alegria de ensinar, Editora Ars Poética (SP)
Conversas com quem gosta de ensinar, Editora Ars Poética (SP)
Estórias de quem gosta de ensinar, Editora Ars Poética (SP)
Filosofia da Ciência, Editora Ars Poética (SP)
Entre a ciência e a sapiência, Edições Loyola (SP)

Filosofia da Religião

O enigma da religião (Campinas, Papirus)
L' enigma della religione (Roma, Borla)
O que é religião? (S. Paulo, Brasiliense)
What is religion? (Maryknoll, Orbis)
Was ist religion? (Zurich, Pendo)
Protestantismo e Repressão (S. Paulo, Ática)
Protestantism and Repression (Maryknoll, Orbis)
Dogmatismo e Tolerância (S. Paulo, Paulinas)
O suspiro dos oprimidos (S. Paulo, Paulinas)

sábado, 30 de março de 2013

O ANJO E A CABANA (OS VENTOS ///@//RO)


OS VENTOS
 
Os ventos que as vezes tiram
algo que amamos, são os
mesmos que trazem algo que
aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi
dado.
Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai
para sempre...


Foto: Os ventos que as vezes tiram
algo que amamos, são os
mesmos que trazem algo que
aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi
dado.Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai
para sempre...


 
 
ORAÇÃO DO REI  DAVI
 
A Ti Senhor , elevo minha alma.
Em Ti meu Deus confio, que não fique decepcionado, nem triunfem sobre mim os inimigos!
Na verdade, não fiquem decepcionados os que em Ti esperam. Decepcionados ficaram os que traírem a Fé por uma futilidade.
Indica-me Senhor, os Teus caminhos, revela-me Tuas sendas! 
Dirige-me no caminho da Verdade e me ensina, porque Tu és o Deus meu Salvador, e em Ti espero todos os dias. Lembra-me Senhor ,que Tua ternura e Teus favores são eternos.
Não recordes os pecados de minha juventude nem minhas faltas!
Lembra-te de mim segundo Tua misericórdia, por causa de Tua bondade, Senhor!
O Senhor é bom e justo: por isso mostra os caminhos aos  pecadores. Encaminha os humildes segundo a justiça, ensina aos humildes o caminho.
Todas as sendas do Senhor são amor e fidelidade para os que guardam sua aliança e suas leis.
Por causa de Teu nome, Senhor perdoe minha culpa que é grave.
Há alguém que tema o Senhor?
Ele lhe mostrará o caminho a escolher.
Sua alma descansará na prosperidade e sua descedência possuirá a terra.
O Senhor se faz íntimo dos que O temem e lhes dá a conhecer sua aliança.
Meus olhos estão sempre fixos no Senhor, pois Ele livra da rede os meus pés.
Volta-Te para mim e tem piedade, pois estou só e oprimido.
Os infortúnios tomaram conta de meu coração tira-me das angústias vê minha miséria e tribulação e perdoa-me todos os pecados.
Vê quantos são meus inimigos e como me odeiam com ódio violento. Guarda minha alma e salva-me!
Que eu não fique decepcionado por ter-me refugiado em Ti!
A honrades e a retidão me sejam de valia, pois em ti ponho minha esperança. Ó Deus salva Israel de todas as tribulações!
AMÉM!

quinta-feira, 28 de março de 2013


Prosa poética

 

A prosa poética é prosa que quebra algumas das regras normais da mesma para atingir uma imagética mais sofisticada ou um maior efeito emocional.

 

Como forma poética específica, a prosa poética originou-se no século XIX na França. A prosa francesa era governada por leis tão estritas que quebrando-as  era possível criar prosa que poderia ser vista como poesia. Assim, o poema em prosa é considerado por muitos críticos como um primeiro exemplo da poesia moderna, quando poetas se revoltam contra a obrigatoriedade de um código de escrita, o verso, para chegar-se a definição de poesia, propondo o que foi considerado por muitos uma fusão entre gêneros, ou um novo gênero.[1]

 

Poetas como Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud e Stephane Mallarmé são considerados alguns dos fundadores desta forma de poesia. Porém, o século XVIII já havia produzido outros poemas em prosa, que exploravam o ritmo musical e harmonioso das frases e parágrafos. Quando Baudelaire escreve sem nenhum ritmo um texto e o intitula de poema, coloca em questão a própria definição de poesia.[1]

 Referências

  Álvares, Luísa Benvinda Pereira. Poema em prosa e Romantismo: caminhos iniciáticos.   Biblioteca Digital
***********************************************************************************
CLÍNICA DA ALMA 24  HORAS
CONSULTÓRIO - Em todo lugar do mundo
MÉDICO CIRURGIÃO DE PLANTÃO - Jesus Cristo de Nazaré
GRADUAÇÃO - Mestre dos Mestres, Filho de Deus
EXPERIÊNCIA  - Infalível
ESPECIALIDADE - O impossível                                                         
SEUS PACIENTES - Todos os que Nele tem fé
A CURA - Pela graça
SEU LIVRO DE RECEITAS - As Sagradas Escrituras da Bíblia.
DOENÇAS QUE CURA - Todas
PREÇO DA CONSULTA E TRATAMENTO - Somente a Fé
SALA DE CIRUGIA - Onde estiver seu altar
SEU HOSPITAL - Em qualquer lugar
SUA DIETA - O amor e orações a Deus Pai
EXERCÍCIOS RECOMENDADOS - Não ver distância para ajudar o próximo
AGENDA DE CONSULTAS - 24 horas ininterruptas todos os dias dos anos.
NOME DO MÉDICO - Jesus Cristo de Nazaré - Médico dos Médicos.
***********************************************************************************
O CAIS E A SAUDADE
SE TODO CAIS É DE PEDRA
TODA SAUDADE É DE BRONZE
A ONDA DO MAR SE              QUEBRA                              
UM SINO BADALA AO LONGE
EU AS CONTO...SIM, SÃO ONZE.
                  ///@//RO
 
 
 
 

sábado, 23 de março de 2013

MINHA VELHA CASA

Mauro Martins Dos Santos -  AGL (Academia Guaçuana de Letras)


Quando ao longe avistei a velha casa, a bem da verdade - com licênça Simões, vou te contar - era uma tapera abandonada, parecia um fantasma. Suas duas janelinhas pareciam olhos que me espreitavam de soslaio e a porta como fosse um simulacro de boca desdentada assemelhava o espectro do espanto!
Ela... Simões, agonizou entre dores de abandono durante muito tempo. Gemia e uivava de frio e temor. Aos golpes inclusos do minuano gelado, suas ventanas batiam em estertor como asas quebradas de um quero-quero, desengonçadas pelo castigo... do tempo Simões, do tempo! Este vilão que a tudo baldea sem compaixão, sem pena, sem dó. 
Mas agora estava agonizando e se decompondo ao léu.
Aproximei-me para vê-la mais de perto: meu castelo da infância, meu refúgio nas tempestades que vinham fazendo funil em contraponto com os trovões. A casa firme, acolhia os dez, tu lembras dos quatro guris:  Galdêncio já quase piá, e as três gurias, com papai e mamãe. Eu o menorzito dos guris me achava mui guapo, mas perto do pai o velho Juvenal. Longe me borrava todo!
Minha mãe, não sei se para disfarçar o medo da borrasca ou por tradição, de relancina começava a preparar uma massinha e a transformava em bolinhos, que de bisavó a bisnetos os chamavam - tu sabes - de bolinhos-de-chuva. Entrei porta a dentro. Que barbaridade! Tudo em desalinho. Telhado furado, teias de aranha, pó e formigueiros. Mas mesmo assim percorri os cômodos da casa. O maior era a sala, para acomodar os dez. Mas tinha outro cômodo bem grande, era a cozinha. A parte mais querida da casa.
Pareceu-me que o gênio do fantasma maternal, tomou-me pelas mãos e me conduziu á cozinha.
Acredite, Simões, me vi com meus sete irmãos, ao lado do fogão de lenha, labaredas de nó de pinho, rodeando meu pai ouvindo suas histórias, que as sabia inventar como ninguém. Tudo isso eu vi de relancina, como num triscar de orelhas de um flete que ressabiado rodopiava a retornar.
Assim o fiz, Simões, saí dali e me pus a trotar de volta, pisando duro o chão do caminho, que se fechava lado a lado pelo mato crescido há anos.
Debaixo da sola da bota, a terra chiava como um choro sentido, em contraponto com meus soluços contidos. Fui dando graças a Deus, de não encontrar viva alma que testemunhasse o choro de um taita que já não se podia conter. Ousei olhar mais uma vez a velha tapera. 
E olhe Simões, as janelas da tapera se fecharam ao bater do vento nas ventanas, e senti que ela, como se fechasse os olhos... morreu.
Saí dali, perrengue, passos arrastados no pó do caminho, para...nunca mais alí voltar!

                                                                    ******

quinta-feira, 21 de março de 2013

Á ESPERA (POESIA) E OUTROS TEMAS


               À ESPERA

 

O tempo enfunava o seu rosto.
As nuvens voavam no alto céu
Sabiam de meu grande desgosto
E a tempestade rasgava seu véu!

 As nuvens correm no frio do espaço
Tão imensas, escuras, estranhas
Eram tentações a tolher meu passo
Castelos e torres, talvez montanhas...

 Corro tão breve que posso ao abrigo
Na velha mansão, em ruínas chegar
Umbrais que foram há tempos amigos
Hoje mortalha, para teu amor enterrar

 Velho relógio na parede, seus ponteiros
Pela vida que se findava, pareciam correr
Tiquetaqueava, ruminando-me por inteiro
Sem dó nem amor, me vendo morrer.

 Vida, bruta e fugaz, esta que nos enamora
Incerta, qual fosse fragor de brutal inverno
Seu oscilar tão lento, qual fosse uma hora
No amor, seu ardor, o queremos eterno.

 ///@//RO ///@RTINS S@//TOS

............................................................................................

Ignorante como sou em eletricidade, custa-me muito mais atribuí-la a Deus do que ao eletricista que, juntando dois fios produz uma faísca menor do que a que fulgura entre nuvens e espaço.

Por que hei de acreditar que o eletricista é capaz do prodígio de ligar o positivo e o negativo e fazer luz, e não em Deus que produziu o eletricista?    

(Carlos Lacerda)

 

Et serves animae diminium meae (Salve aquela(e) que é metade de minha alma.

(Horácio – Eneida de Virgílio)

 
Todas as religiões tentam fazer de sua verdade pessoal uma verdade coletiva. Impor seus dogmas, sua doutrina, seus marcos limitadores da gaiola de ouro.

///@//RO ///@RTINS S@//TOS.

 

Quem quer que escreva com sangue e aforismos não deseja ser lido, mas sabido de cor.

(Nietzsche)

Aforismos são relâmpagos: caem do céu e racham pedras.
(Rubem Alves)

Aforismos valem por eles mesmos, como se fossem estrelas.
(Walter Kaufmann)

(...) Nem lanço mão de teoria nem uso método para escrever minhas coisas. Lançaria mão de teoria e usaria método se estivesse procurando. Mas “eu não procuro eu encontro”.

Para os soldados que marcham em parada, a coreografia do grupo de dança é anarquia. A marcha dos soldados segue a lógica da causalidade. “Ordinário! Marche!” Uma coisa depois da outra, na ordem devida, segundo a lógica da sucessão e da contiguidade.

As palavras e os sons, não são eles pontes iridescentes e etéreas entre coisas eternamente separadas?
(Nietzsche – in Assim Falou Zaratustra)

A cobra que não consegue livrar-se de sua casca morre.

O mesmo acontece com os espíritos que são impedidos de mudar suas opiniões; eles deixam de ser espíritos.
(Nietzsche)

A gente só suporta o dia de hoje porque tem uma perspectiva do amanhã.
(Bartolomeu Campos de Queirós)

 QUEM PINTA COM PALAVRAS É POETA.
(Rubem Alves)

 

Em 1959, Allen Ginsberg, escritor “Beat” no finl dos anos 50, poeta e artista experimentalista por essência – dedica numa carta um poema a Louis Ginsberg, seu pai, em que num dos versos critica o formalismo estético de Louis: “Todo o meu ódio pelas formas que você usou.”
Em resposta o velho Ginsberg: - “Por que você odeia as formas que eu uso? A casa da poesia tem muitas moradas, dentre as quais as formas regulares e o verso livre. A poesia está onde está a poesia.

Uma vez Allen disse: “Meus poemas são como pequenos gráficos da minha mente”.

(...) Com pesar vimos as cenas trágicas de grávidas sem a liberdade de abandonar o vício e de crianças com o futuro esvaziado pela ausência de possibilidades.
(Gabriel Chalita)

O saber é sempre posterior à sabedoria.
(Rubem Alves)

Agarre-se aos seus sonhos, pois, se eles morrerem, a vida será como um pássaro de asa quebrada incapaz de voar.
(Lungton Hughes)

É o motivo que engrandece a ação. É o fazer, e não o feito.
(Margareth Preston)

Todos precisamos de descanso, de refrigério, de tempo para encerrar ciclos.
///@//RO

 
Resumo da ópera da vida: dinheiro, status, angústia existencial, fé, política, opção profissional à mão ou simplesmente falta de opção.

(...) Para um rei o mundo é muito mais simples. Todos os homens são súditos.
(Antoine de Saint-Exupéry)

 Devemos procurar coerência. Quando ela falta, devemos desconfiar de trapaça.
(Conan Doyle)

 O EXCESSO DE MARKETING ESTÁ PARA OS POLÍTICOS ASSIM COMO O FOTOSHOP ESTÁ PARA AS CELEBRIDADES: FALSEIA A REALIDADE.

As discordâncias são normalmente o caminho para o desenvolvimento das idéias.
//@//RO ///@RTINS S@//TOS

 
Nem o “homem animal ou instintivo” nem muito menos “o homem psicológico ou intelectual” aceitam a morte (...) Quando o homem animal aparece, o homem intelectual diminui, ou seja, fecha as janelas da inteligência, retraindo a lucidez e a coerência.
Neste caso, os instintos prevalecem sobre o pensamento.     
(Augusto Cury)

 Subitamente senti medo daquela mulher, da mesma forma como se receia uma linda serpente venenosa.
(Agatha Cristie)

 

RESTA
“(...) Resta esse coração queimando como um círio numa catedral em ruinas... Resta essa capacidade de ternura... Resta esse antigo respeito pela noite... Resta essa vontade de chorar diante da beleza...”
(Vinícius de Moraes)

 
A prosa marcha, a poesia dança.
(Rubem Alves)

 A VIDA É UMA VIAGEM NÃO UM DESTINO.
///@//RO ///@RTINS S@A//TOS

 Somos todos aprendizes de uma arte em que ninguém se tornou mestre.
( Ernest Hemingway)

Você sabe meu nome, não aminha história. Você sabe a cor dos meus olhos, não o que eles já viram. Você me vê passar, não os caminhos que já trilhei.
Devemos aprender que o desapontamento é assim: quanto mais esperançoso se estiver no princípio, mais dolorosa será a rejeição no final.
(///@//RO ///@ARTINS S@//TOS)
 
Ausência de evidências não é evidência de ausência.
(///@//ro)

 

 

Se a quadrilha do “mensalão” não era armada, não muda nada, pois arma é agravante, e, não condicionante.
(Gilmar Mendes – Ministro STF)

Uma quadrilha mais perigosa do que a de criminosos comuns, operava “nos subterrâneos do poder”.
(Celso de Mello – Ministro do STF)

 
Hanna Arendt, ao comentar a alegoria da Caverna de Platão, lembra que o mito também é uma alusão ao espanto do filósofo em face da política, já que ela não lida com a verdade, mas é dominada pela opinião.

 O estágio mais elevado possível na cultura moral é aquele em que reconhecemos que devemos controlar nossos pensamentos.
(Charles Darwin)
 
No Brasil está cada vez maior o grau de abstinência nas urnas. Porque o brasileiro está abandonando as drogas.

 

 

A violência e a corrupção no país é assim tão grande ou nós é que somos tão minúsculos?

 

Apesar de todo progresso técnico, o preço do pão não diminui.
(Bertold Brecht)

 
Despir-se de si mesmo, deixar de lado sua pretensa importância, tornar-se comum, assim a humildade cristã devora o materialismo.

 

Voltar no tempo não carece de tunel, bastam os cantos da lembrança.
O manejo quase insustentável da instrospecção que sonda a alma. O riso que disfarça e acalma os medos.
As lágrimas que lavam as dores, até as que esquecemos.
Cantam os Gonzaga, “minha vida é andar por este país/ pra ver se um dia descanso feliz”
(Marina Silva – Ex-Senadora – Acre)
 
Os relacionamentos nunca morrem por morte natural, são sempre assassinados pelo ego, em uma atitude egoística e de ignorância.