FRASES TÃO
SIMPLES QUANTO PODEM SER M. Martins Santos.
Gerações se foram outras vêm
Derriçando tudo que era do Bem!
Ninguém sabe o quanto o bem é querido,
Senão depois de lamentá-lo quando perdido!
Quando estou contigo, queria que o dia chegasse bem devagarinho
como se não quisesse que a estrela D'Alva fosse embora...
Toda Arte que reproduz o belo, tem parentesco com a natureza, descende do
Criador, é nossa irmã.
Sou o mais rico dos mortais,
Isso não preciso provar a ninguém.
Quanto menos tenho mais rico sou,
Passarei a vida isento da escravidão material!
Os que sofrem todas as agruras e vicissitudes da vida, são estes nossas
janelas, frestas que se entreabrem para o Paraiso. Atentem para eles, são mais
que nosso próximo, são os arautos que Deus embaralhou em meio à multidão.
"Quem fizer o bem a um desses pequeninos a Mim o fará." Disse-nos
Jesus.
O rei que não andar a pé pelas ruas, jamais ficará sabendo
o que pensa e sofre o povo de seu reino.
A filosofia não sobe aos céus sem antes dele ter descido.
* Ao final
desta frases, deparei-me com um vídeo, cuja jovem palestrante falava exatamente
sobre a HUMILDADE, e não pude deixar de incluir um texto a respeito.
É com grande alegria que ainda no inicio deste ano trago uma
reflexão que considero extremamente importante, a HUMILDADE.
Sei que você que está me lendo agora tem o desejo de se
tornar uma pessoa melhor e isso passa de imediato pelo exercício da humildade.
Muitas vezes o nosso ego quer nos pregar peças nos dizendo
internamente que somos muito bons, que somos muito virtuosos, que somos
melhores do que os outros etc. etc.
Nessa hora a gente precisa ser mais humilde reconhecer o quanto erramos, o quanto falhamos e quanto
ainda temos que aprender e melhorar a cada dia.
O que me inspirou a escrever esse texto foi um vídeo que assisti. Um breve vídeo que traz o depoimento de vida
da jovem pernambucana Flaira Ferro, cantora e dançarina de Pernambuco.
Compartilho abaixo o vídeo para que você assista e também a
transcrição da parte que achei mais impactante e profunda nas suas palavras.
Ela diz: “Isso foi muito arrebatador para mim, porque eu
vi que através da arte eu estava acessando as pessoas num lugar um pouco mais
profundo do que já tinha vivido até então.
E isso passou a fazer muito mais sentido para mim enquanto
artista. A motivação agora não era mais ser aplaudida, nem o deslumbramento e a
ilusão que o palco traz, mas sim a conexão de fato com a minha verdade, que
automaticamente vai ressoando com a verdade das outras pessoas que buscam uma
escuta verdadeira.
E desse processo, o que ainda é muito novo pra mim, tirei
algumas conclusões e uma delas é a de que eu encontrei na minha fragilidade a
minha força, descobri que a tristeza e as dores, elas podem ser otimizadas,
porque elas são verdadeiros antídotos para a hipocrisia. Descobri que querer mudar é viver constantemente num
exercício de humildade porque a
gente vive num mundo que se estimula a competição, o individualismo, a vaidade.
Então querer mudar é ir contra isso diariamente e contra as
nossas próprias sombras.
E percebi que ter consciência das nossas sombras é ter liberdade de escolha para conduzir os pensamentos, para conduzir as relações
ao nosso redor.
Hoje, para mim, faz muito mais sentido, pensar numa arte que
tenha um caminho altruísta, inclusivo e que é a ideia daquela frase: ‘sozinho a
gente vai mais rápido, em grupo a gente vai mais longe. ’
E é esse longe que hoje me interessa enquanto artista e
acredito que através da arte a gente pode sim convidar mais pessoas a
repensarem como que tem conduzido as suas escolhas até aqui. Pra gente se
despir, de fato, de todas as máscaras
que a vida vai colocando e que a gente vai absorvendo. E se conectar, de fato,
com o que a gente é de verdade.
Eu quero me curar de mim…
[Flaira Ferro]
In blog Para Além do Agora de
Isaias Costa
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A cantora da bela canção "Me
curar de mim" é mais uma palestrante do TEDxUFPE2016. Com uma voz
encantadora e suave, consegue conquistar a todos. Mas o seu lado artístico não
se limita à música. Também é dançarina, tendo dançado em países da América
Latina, Europa, América do Norte e Ásia.
O interesse pela arte como ferramenta de aprimoramento humano
e autoconhecimento sempre foram princípios condutores nas criações da artista.
Em 2015 lançou o disco Cordões
Umbilicais, seu primeiro projeto de música autoral como cantora e
compositora.
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Sinopse da Palestra
de Flaira Ferro
M. Martins Santos
São palavras lindíssimas e muito verdadeiras. O título dessa
música que ela cantou é a mais pura verdade: EU QUERO ME CURAR DE MIM.
Esse “quero” ela
faz soar bem forte e para valer! É preciso antes de tudo querer mudar,
querer ser melhor... E querer implica estar motivado a se curar de si mesmo. Não deve existir o condicional “gostaria”, e sim o presente
(dado a si mesmo) “quero”,
que leva para o “vou,” a saída da inércia e da zona de conforto.
Quanto mais o tempo passa e eu vou amadurecendo e, sobretudo envelhecendo,
mais fica evidente na vida que não são as palavras que arrumamos como em um
arranjo floral, que podem contribuir e ajudar na mudança de si mesmo e das outras pessoas, mas a
inequívoca verdade contida dentro delas como boas sementes que se lançadas a
bom solo irão germinar.
Venho transitando pelos caminhos da literatura procurando
cada vez mais deixando meus rastros evidentes e bem marcados, o mais visível
que posso no que faço, digo ou escrevo.
A vida é muito breve, pode parecer lenta como um século quando
muito jovem, mas breve como uma hora no ingresso à maturidade e envelhecimento.
Não me importo em desnudar-me, falar que a coragem não se confunde com
temeridade. Que tenho e todos temos nossos medos pela reconhecida fragilidade de
nossas defesas físicas, as falhas que podem nos surpreender como um painel de
instrumentos não dominado... Erros de cálculo de nosso “teto de voo” as panes a
que estamos sujeitos.
Mas o legitimamente importante é aquele quero que a menina Flaira lá atrás, se dispôs a me indicar com
eficiência e eficácia... A mim que tenho praticamente três idades dela. E daí?
Não é a idade que está se contando e sim a verdade contida nas palavras vivas.
Sua verdade malha em cada um dos defeitos como em ferros saídos da forja,
modulando-os antes que esfriem, se congelem, não sendo mais possível fazer
deles instrumentos úteis. Faz-nos ver que qualquer tempo é tempo e o melhor é o
agora. Precisamos ouvir as verdades
que escondemos de nós mesmos para nos tornar pessoas melhores.
É uma alegria poder ver que leitores de meus escritos
sentem-se interessados por aquilo que escrevo, e pelo exato motivo do que disse
Flaira: “porque não visto máscaras, não incorporo um personagem”. Basta-me saber que sou um ser humano
que já errou muito, que caí e me machuquei, mas sempre houve interveniência
divina, da qual não me envergonho em dizer que implorei para levantar-me de
novo e de novo e vencer a batalha. Sempre vencemos uma batalha, das muitas que
compõem a guerra da vida.
Que essa reflexão brilhante de Flaira Ferro, não seja em vão
e venha nos ajudar nos momentos em que precisamos nos curar de nós mesmos. Das ‘sombras’
a que ela se refere, e que precisam ser iluminadas pela luz da nossa consciência
e de uma maior e acima de nós.
Tenhamos esse desejo de ser uma pessoa a caminho de
muitos acertos e cada vez menos erros, dia a dia e com firme determinação a
prosseguir nessa rota com humildade sincera, com Amor no coração e no dizer da
palestrante “com o desejo de ser altruísta e inclusivo”!
Compartilho um breve áudio inspirado na linda poesia musicada
por ela a qual canta em ‘capela’ - o que valoriza sua voz limpa e afinadíssima
- que vale por outra palestra à parte, tal riqueza de ensinamentos sobre a vida
[como se ela, menina, tivesse cem anos] sobre querer nos ‘curar’ de nos mesmos.
Sermos a partir de hoje melhores que ontem, e amanhã melhores que hoje.
MÁRIO “MENINO” QUINTANA, E O
POEMINHO (sic) DO CONTRA
Todos que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho
*
Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas,
Pois nunca as nossas malas estão prontas,
E a nossa conta nunca está em dia."
(Mário Quintana)
Tentou
entrar para a Academia, mas por quatro vezes foi derrotado.
A
imortalidade veio da admiração dos leitores.
*
"Mesmo
revisitando formas clássicas como o soneto, Quintana
manteve-seavesso
aos ornamentos fúteis, seus textos têm uma vivacidade, humor eum
tom coloquial mágico".
[Astier
Basílio -Jornal da Paraíba, 22-10-06].
Quintana por ele mesmo...
"Idades só há duas: ou se está vivo ou morto.
Neste último caso é idade demais,
pois foi-nos prometida a Eternidade."
"Nasci
em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me
aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que
toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos
meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse
uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai!
Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste
último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.
Nasci no
rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que
me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia
descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o
mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu...
"Dizem que sou
modesto.
Pelo contrário, sou tão
orgulhoso que acho
que nunca escrevi algo à
minha altura."
Prefiro
citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário,
sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia
é insatisfação, um anseio de autosuperação. Um poeta satisfeito não satisfaz.
Dizem que sou tímido. Nada disso! Sou é caladão, introspectivo. Não sei porque
sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os
outros?
Exatamente
por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da
poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez
concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante
cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de
Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a
luta amorosa com as palavras".
Texto
escrito pelo poeta para a revista Isto É, de 14-11-1984.
Discreto
quanto à sua vida pessoal, Mario Quintana teve duas grande paixões platônicas
assumidas em versos: Cecília Meireles e Bruna Lombardi
"A amizade é um
amor que nunca morre", disse Quintana.
Ele e
Bruna, roteirista de filmes e poeta, se conheceram nos anos 80, durante uma
Feira do Livro em Porto Alegre e se tornaram muito amigos. Ela foi diversas
vezes apontada como a musa do poeta.
Bruna, na
sua última vinda ao R.G.Sul, declarou: "A nossa amizade foi baseada
nisso: uma pequena e mútua companhia".
Quando
perguntada sobre quais lembranças tinha de Mario Quintana, Bruna respondeu:
" Passeando com ele pelas ruas de Porto Alegre, tomando café,
olhando as pessoas e imaginando o que elas pensavam ou o que faziam."
"(...) Poesia é
insatisfação, um anseio de autosuperação.
Este texto é um retorno luminoso semelhante à telha de vidro
da "Felicidade" de Hermann Hesse quando um inocente menino.
No retorno veloz ao passado, um ser alado sobrevoa o mar de
minha vida, e por percorrer o caminho luminoso deixa sua antítese trevosa e
sombria, levando a perder-me nos meandros das árvores falantes. Pois a solidão
é imensa no oceano do pensamento e os seres mais próximos dos semoventes são as
amigas do reino vegetal. O pensamento mais veloz que a tudo que subsiste, vêm
de confins ignorados a habitar a carne com as dores e feridas, lançadas pelos
carcereiros de minha amada Esperança, pelos carrascos encapuzados, preparados a
levá-la á morte no patíbulo erigido fora das muralhas da razão e de todo
entendimento.
Só não o fizeram ainda à bela jovem feita de sonhos reais e
irreais como a dança das luzes espectrais do sol da meia noite na aurora
boreal, por dúvida de qual forma levarão para sempre a chama vital que vitaliza
as almas. Lá estão o cepo e o machado, o cesto para a cabeça, a calha para o
sangue, lá está a corda exageradamente grossa e nós tão díspares para tão
delicado pescoço - bastaria pequena torção . O amontoado de enorme caieira e o
madeiro no centro para a queima da bruxa dos cabelos rubros: tu Esperança, cujo
crime maior para os inquisidores são teus longos devaneios em silêncio absoluto
à margem do cristalino regato.
Os inquisidores têm dúvidas de qual meio o povo que se
acotovela irá apreciar mais. Afinal a Inquisição precisa ganhar apoiadores,
precisam gostar do que veem - antegozar ao êxtase. Não basta trazer a mulher
nua, não basta ser uma mulher, tem que ser jovem, pele macia, não basta tudo
isso sem que ela seja surpreendentemente linda e encimando ser ruiva de olhos
verdes ou azuis. Afinal os expectadores merecem um espetáculo de primeira
ordem. Há que ser impactante, rufar de tambores, choros e gritos e rogos
femininos.
Uma feira sempre é montada para vender “lembranças” do
"Dia da Queima de Mais Uma Bruxa". Mechas de cabelos vermelhos dentro
de pequenos frascos eram vendidas como água no deserto. Fora das emanações do
fanatismo, sadismo, antegozos, mórbidos prazeres - em domínio da razão - via-se
a empulhação, a tapeação: pelos de animais, cabelos das esposas megeras
tingidos - estas megeras eram as mais obsessivas e tresloucadas para a grande
apoteose: coroada de ódio da beleza do corpo, da juventude, do rosto perfeito,
do desejo de seus maridos, e prazer gozado lentamente ao ver um corpo
queimando, um rosto se derretendo e virando cinzas ao fogaréu...
*
O pensamento não podia se perder ou ganhar asas e acabava por
deitar raízes na chaga da qual se nutria - ao bel prazer - em cor e
domínio: a Inquisição. A chaga que impingiam se alastrava ao
vulgo, respiravam com delicioso prazer o cheiro de carne humana assada, e ao
seu ritmo todos ingressavam no estertor do prazer mórbido.
Não é um dado falseado no momento, mas, pontuados
acontecimento de contornos precisos para se conquistar seguidores, revoltados,
fanáticos e introduzi-los nos currais do interesse da bipolarização do poder,
que lá adiante era um só e único empoderamento, mas com ascensão de um, sobre o
outro secular. Difusos personagens escapam aos exames seguidos de certas
perguntas; rejeitam os nomes gravados na História, e assim ganham mais ênfase
para alastrarem-se até o último limite do corpo e íntimo dos pusilânimes de
sempre.
O SONHO
O momento em que pensava sobre isso, era bombeado e
alimentado por seu subconsciente ativo durante o sono. Era, contudo um arquivo
pálido perdido além de portas e janelas, torres e agulhas apontando para o céu
e horizontes. Talvez muitas coisas se relacionassem com ela: memórias de
um cão que uivava ao longe com fome de carne, sinos tangendo na catedral escura
de linhas góticas, massa feita de olhos de gárgulas, baços, de pessoas de
sorrisos desdentados. Os dedos em garras no breu da noite... Depois tudo desce
como um ser alado e pousa manso em certa manhã de sol.
O sol estava ali e produzindo energia para as forças de seu
corpo esbelto e ereto, e sua altivez de mulher imensamente bela, cabelos longos
com a cor do cobre puro, marchetado por ciganos romenos. Estava a minutos ou
horas, quem sabe anos, menosprezada, destituída da aura das coisas deixadas num
canto, como uma fada ou anjo tolhida de suas asas, sempre prontas e confiáveis.
Se aproximássemos de seu quarto o ouvido, como o fazemos com
uma concha acústica ouviríamos dialetos, mas de encantos: vozes que remoem as
tardes em sua longa solidão... Festa em júbilo de retorno à vida, que estava
lançada ao profundo túnel do tempo regresso; vidas perdidas no vórtice de um
revirar da ampulheta; papeis em branco dando lugar a pergaminhos amarelados e
cobertos de iluminuras. Destaque para uma mulher ruiva, alta e bonita, amarrada
ao cadafalso, assistida por uma corte real em primeira fila e um clero, ambos
evanescentes.
O linho grosseiro e áspero foi-lhe arrancado para exibir toda
a sua nudez em que mais se destacava à alvura marmórea de seu corpo, o vermelho-ruivo
dos cabelos. Em sua visão fantástica tinha clara consciência que o
prolator de capuz a escurecer o rosto sentenciava; “aquela mulher como uma
perigosa bruxa - como se via por seus cabelos da cor do fogo do inferno -
costumeiramente de olhos perdidos endemoninhados e balbuciando em voz baixa o
dialeto das bruxas”.
Este pronunciamento - lembrando-se da sentença - era seu
ignóbil crime: “estar sempre absorta e perdida em seus pensamentos, montando
versos e estrofes, rebuscando rimas e com um estilete carvoejado grafando-as em
um pergaminho”... Pensava em seu noivo que fora tomado por um torvelinho forte
e veloz, se elevando para um ponto que ela sabia ser o caminho-futuro.
Assim ia para as margens do ribeirinho, eivada de emoções na mais cristalina
solidão.
FIM
Assim... Você deverá prender os brincos com os quais ele a
presenteara. Ponha uma rosa vermelha nos cabelos que ele sempre toma por
sedução. Rebusque em suas gavetas que ficaram cheias de lembranças.
Cesse seus pensamentos do passado, isto agora nada mais significa além de uma
vivência a mais para sua alma. Ache no fundo de uma das gavetas o Anel
Mágico da Redenção. Ele tem agora um brilho forte, diferente. Olhe
profundamente para a pedra ônix, lá no fundo de sua cor negra verá um ponto de luz
gradativamente aumentando, um rosto surge, um lugar onde reside seu
futuro lá esta ele a te esperar.
E a estação do ano, que estiver vivenciando - será uma eterna
e florida Primavera - junto às janelas e vitrais espalhará seu brilho e aura
com a mesma fidelidade que faz há séculos. E sempre fará...